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12 a 26/11 - Novembro
Negro. Encontros com os Escritores Negros e Seminário
"Quilombos: história e experiências negras". Fundação Pedro
Calmon.
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13/11- I Encontro da
Educadora com a Produção Musical Baiana. Promovido pela Rádio
Educadora FM. ICBa.
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15/11 - Projeto
Atitude Construtiva Eletrocooperativa - Praça Tereza Batista.
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16/11 - Projeto Negritude
Formação e Arte: Semana de Literatura Afro e oficina de
construção de instrumento – Alto de Coutos. I Festival de Pagode
de Mesa - Terreiro de Jesus 21hs. Mariella Santiago - Praça
Tereza Batista.
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17/11 - SEMANA 20 DE
NOVEMBRO. Centro de Estudos dos Povos Afro-indio-americanos,
Cepaia.
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18/11 - II Caminhada
de Comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra do bairro de
Engenho Velho de Brotas.
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18 a 27/11 - BAHIA AFRO
FILM FESTIVAL Festival de filmes afro-latino-americanos.
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20/11 - Dia Nacional da
Consciência Negra -29ª Marcha Zumbi dos Palmares, com o tema
“120 anos sem abolição”.
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20/11 - Sessão especial na
Câmara Municipal do Salvador.
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20/11 - Sessão especial na
Assembléia Legislativa da Bahia em homenagem ao povo de
candomblé e aos 100 anos da Umbanda.
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21/11 – Seminário
Liberdade Religiosa: Uma Questão de Direitos Humanos Faculdade
de Medicina - Terreiro de Jesus. Mais... |
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23/11 - 4ª Caminhada do
Povo de Santo pela Vida e Liberdade Religiosa.Abraço do Dique do Tororó.
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24/11 a 5/12 - Curso Irê
Ayó: Educação das Relações Étnico-Raciais.
Instituto Anísio Teixeira
e Secretaria de Cultura (Salvador-Bahia) |
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Caminhada faz homenagem a Barack Obama
Entidades negras
consideram como marco a vitória de Obama para a presidência dos
Estados Unidos
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(IME) - No
próximo 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência
Negra, acontece, a partir das 16h, a 8ª Caminhada da
Liberdade. O evento, organizado pelo Fórum de Entidades
Negras da Bahia, tem como objetivo levar a mensagem de
conscientização sobre a resistência negra às ruas de
Salvador. No ano que se comemora 313 anos da
Imortalidade de Zumbi dos Palmares, são esperadas cerca
de 80 mil pessoas durante a atividade.
A Caminhada, que já entrou para o calendário da cidade,
sairá às 16h do Curuzu e se encerrará no Pelourinho.
Durante todo o caminho músicas de protesto lembram a
realidade da população afro-brasileira e pedem o fim do
racismo. Estarão presentes na Caminhada os blocos Ilê
Aiyê, Male Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Okambi, Os
Negões entre outros.
Para Walmir França, o diretor do Bloco Os Negões, este
ano a Caminhada tem um caráter especial, pois a vitória
de Obama é um marco para população negra. "Se foi
possível um presidente negro nos Estados Unidos, nós
acreditamos que também é possível no Brasil, afinal
somos quase 50% da população desse país. Precisamos,
portanto, garantir as ações afirmativas para acelerar
esse processo," afirma.
Atividades - Durante todo o mês de novembro as
entidades que fazem parte do Fórum de Entidades Negras
da Bahia realizam diversas ações em pontos da cidade,
como Itapuã, Engenho Velho de Brotas, Vasco da Gama,
Pirajá, Pelourinho, Liberdade. A Caminhada da Liberdade
faz referência também aos 313 anos da Imortalidade de
Zumbi dos Palmares, herói nacional e líder do Quilombo
dos Palmares, o mais importante quilombo de resistência
à escravidão no Brasil.(Postado por Paulo Rogério)
O QUÊ: Caminhada da Liberdade (Dia Nacional da
Consciência Negra)
ONDE: Liberdade, Curuzu em direção ao Pelourinho. DATA:
20/11, quinta-feira.
HORÁRIO: a partir das 16h.
Fontes para Entrevistas:
Walmir França (presidente do Bloco Os Negões): 32665914
/ 9603-8521
Antônio Carlos Vovô (presidente do Bloco Ilê Aiyê)
9984-4969
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Ato público pela saúde da população
negra |
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(Brasília) - O
Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal e
diversas entidades do movimento negro e
feminista da capital promovem nesta quinta-feira
(20), às 14h, um ato em defesa da implementação
da Política Nacional de Saúde da População Negra
do DF. A manifestação ocorrerá na Praça Zumbi
dos Palmares, no Conic.
Serão dadas informações e distribuídos panfletos
sobre a importância de ações específicas de
atenção à saúde da população negra e de combate
ao racismo institucional nas unidades de saúde
do DF. Uma carta nesse sentido já foi enviada ao
secretário de saúde do DF, Augusto Carvalho. No
documento, o Fórum de Mulheres Negras e as
demais entidades reivindicam:
- adoção do quesito cor nos sistemas de
informação de crianças nascidas vivas e de
mortalidade e no atendimento e internação da
rede de saúde pública e particular do DF, o que
resultará em aquisição de dados que permitam
melhor delinear políticas públicas de promoção
da igualdade racial com atenção à população
negra;
- criação e manutenção do Comitê Técnico de
Saúde da População Negra do DF, formado por
representantes do Governo e da Sociedade Civil,
para o planejamento e fiscalização destas
políticas; - estruturação de um sistema efetivo
de prevenção e tratamento de doenças recorrentes
na população negra, a saber: implantação do
"teste do pezinho" para informação e difusão
sobre a doença falciforme; prevenção e
tratamento de hipertensão arterial, transtornos
mentais, miomatoses, cânceres de mama e colo
uterino, diabetes mellitus, dentre outras;
- especial atenção a políticas públicas que
garantam a autonomia e soberania sexual e
reprodutiva de nós, mulheres negras. (Juliana
Nunes)
Observação: Para subscrever o documento,
população e entidades podem acessar a petição on
line (http://www.petitiononline.com/saudeneg/petition.html)
Serviço: Ato
pela saúde da população negra do DF
Data: 20 de novembro, quinta-feira
Local: Praça Zumbi dos Palmares (Conic)
Horário: 14h
Contatos para imprensa: Jacira – 8413-7199 //
Eliane - 9957-0853 // Juliana - 9249-7074 |
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Povo
de Santo se prepara para 4ª Caminhada pela Vida e Liberdade
Religiosa |
| Terreiros de candomblé
vão às ruas de Salvador pedir o fim da intolerância religiosa |
No último
dia 19 de setembro, Salvador (Bahia) acordou com suas
árvores rodeadas por mais de três mil metros de pano
branco (ojás). Da Praça da Sé à Orla, a mensagem era a
de que o Povo de Santo começava a anunciar sua ida às
ruas mais uma vez pedindo respeito ao direito de
professar sua religião. E isso ocorrerá no dia 23 de
novembro (domingo), a partir das 9h, saindo do Busto de
Mãe Runhó (Engenho Velho da Federação) até o Dique dos
Orixás, como é chamado o Dique do Tororó, pelos
religiosos do Candomblé em Salvador. Este ano, a 4ª
Caminhada do Povo de Santo levará às ruas não só o
pedido de respeito, mas irá também conclamar os
praticantes das religiões de matriz africana a
denunciarem toda e qualquer discriminação da qual sejam
vítimas.
No Ministério Público Estadual (MPE), atualmente,
tramitam 15 casos de intolerância religiosa, a maioria
ligada a igrejas pentecostais e seus fiéis. “O que vemos
entre o nosso povo de Candomblé é que muitos casos não
chegam a ser denunciados, por acharem que não dará em
nada, que apenas trará problemas caso levados à frente”,
pontua Marcos Rezende, do Coletivo de Entidades Negras,
uma das entidades organizadoras da Caminhada. Para
religiosos e ativistas do Movimento Negro, muitos casos
não recebem uma classificação específica já nas
delegacias e acabam “morrendo” como denúncias de
injúria, calúnia ou difamação. “Queremos que a
discriminação religiosa seja enquadrada na lei Caó
(1776/89), que é uma lei federal, que determina pena de
um a três anos de prisão para qualquer discriminação
quanto a cor, raça, etnia e religião. Nesta lei, estes
crimes são inafiançáveis e imprescritíveis”, explica o
advogado Sergio São Bernardo, do Instituto Pedra do Raio
(IPR), que presta assessoria jurídica a membros de
religiões de matriz africana e comunidades tradicionais.
No último mapeamento realizado pela Prefeitura de
Salvador, cerca de 8,6% dos Templos de Candomblé
mencionaram já ter tido conflitos com outros grupos
religiosos, sendo que 46 lideranças destes Terreiros
apontaram a Igreja Universal, especificamente, como
principal causadora dos conflitos. Brigas com católicos
aparecem em dois casos. (Marcos Rezende/Postado por
Jamylle Menezes).
Fundação Cultural Palmares realiza oficinas de
quilombolas
(FCP/MinC)
- O Dia da
Consciência Negra será celebrado com oficinas e
seminários para os que visitarem o município de União
dos Palmares, Alagoas, onde se localizava o Quilombo dos
Palmares. A programação se estende do dia 15 de novembro
ao dia 03 de dezembro, com atividades variadas, como
oficinas, rodas de capoeira, teatro, hip hop, entre
outras e dois seminários sobre o espaço da Serra da
Barriga. |
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cLIPPING
Capa da
New YOrker faz apologia a Obama

(ALAI) - A última
edição de uma das revistas mais importantes dos Estados
Unidos, a New Yorker, está circulando com uma capa que
louva a vitória de Obama. Negra como a noite e com o
Memorial Lincoln iluminado pelo "O" - de Obama -
como se fosse a lua. A imagem do Memorial refere ao
presidente norte-americano Abraham Lincoln que, em 1863,
durante a Guerra Civil (de Secessão), assinou a
Proclamação de Emancipação, que, supostamente, declarou
livres os acorrentados. "A lua, e a noite, parece
indicar, sem fanfarra, a paz e tranqüilidade", diz um
leitor da revista.
A New Yorker é uma revista semanal, fundada por
jornalistas do New York Times, que circula desde 1925
com foco cultural na vida novaiorquina. Considerada como
excelência em jornalismo, contém reportagens,
comentários, ensaios, ficção, roteiros, charges,
principalmente com crítica, sátira e muito humor. É uma
das publicações semanais (sérias) mais lidas nos Estados
Unidos e também com um grande público fora do país
norte-americano (a maior em circulação, comparada a
revistas similares, como The Economist and The Week), em
torno de 1 milhão de revistas circuladas nos últimos
cinco anos. É considerada uma revista de posição
política "democrata" e foi criticada por adversários por
ter dado apoio à campanha de Barack Obama para a
presidência da República. (Ana Alakija).
Miriam Makeba morre na Itália

(Afropress,10/11/2008)
- Conhecida em todo o mundo como Mama África, Miriam
Makeba, 76 anos, morreu nesta segunda-feira (10/11), de
madrugada, vítima de uma parada cardíaca, após ter
participado de um show a favor do escritor Roberto
Saviano, ameaçado de morte pela máfia napolitana. Makeba
foi uma voz atuante na luta contra o regime do apartheid
na África do Sul. No Brasil ficou conhecida pela música
“Pata a Pata”.
Miriam Makeba passou mal depois de ter cantado por 30
minutos no show em solidariedade ao escritor italiano,
realizado em um reduto da Camorra, a máfia napolitana.
Seis imigrantes africanos e um italiano foram
assassinados em setembro passado, em circunstâncias não
esclarecidas. "Foi a última a sair do palco, depois de
outros cantores. Houve um bis e neste momento alguém
perguntou se havia algum médico entre o público. Miriam
Makeba havia desmaiado e estava no chão", afirma um
fotógrafo da agência France Presse presente ao evento.
Levada rapidamente para uma clínica de Castel Volturno,
ela morreu em conseqüência de uma parada cardíaca.
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em
Johannesburgo. Ela começou a cantar nos anos 1950 com o
grupo Manhattan Brothers e, em 1956, compôs "Pata,
Pata", canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em
1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a
África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no
país pelo compromisso com a luta antiapartheid,
incluindo a participação no filme "Come Back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora
fazia muito sucesso, mas seu casamento em 1969 com o
líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se
separou em 1973, não agradou as autoridades americanas,
que a forçaram a emigrar para Guiné. Depois da morte da
filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em
1990 Nelson Mandela a convenceu a retornar para a África
do Sul.
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O dia 20 de novembro terá uma programação especial, que
começará às 4h30 da manhã, com uma oferenda aos Eguns,
ancestrais palmarinos, e terminará com o show deMargareth Menezes. No dia 25 de novembro, terá início o
primeiro seminário, chamado Serra da Barriga: espaço de
memória da população afro-descendente. O segundo
seminário vem em seguida, nos dias 02 e 03 de dezembro,
com o tema Serra da Barriga: Desenvolvimento e Progresso
para União dos Palmares.
Cerca de 20 comunidades quilombolas, dos estados de
Alagoas, Pernambuco e Mato Grosso, vão expor seus
trabalhos artesanais em tendas no Parque Memorial
Quilombo dos Palmares, inaugurado em novembro de 2007.
Duas comunidades quilombolas do município de Santana do
Mundaú, em Alagoas, oferecerão aos visitantes oficinas
de Farinhada e de Palha, nos dias 19 e 20. Na oficina de
Farinhada, os quilombolas explicam todo o processo de
fabricação da farinha. Na de Palha, os visitantes vão
aprender como fazer esteiras e abanadores de palha.
Estarão presentes na Serra da Barriga, o presidente da
Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o
diretor de Proteção do Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP,
Maurício Reis. Várias bandas e artistas se apresentarão
durante as comemorações, como Sandra de Sá, Adão Negro,
Orquestra de Berimbau e Banda Raízes de Zumbi, entre
outros. As atividades acontecerão no Parque Memorial
Quilombo dos Palmares, que fica na Serra da Barriga, e
na cidade de União dos Palmares. (Marília Matias de
Oliveira. postado por Luciana Mota) |
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Programa de
Intercâmbio
Jornalistas africanos e afro-brasileiros visitam Salvador no mês
da Consciência Negra
Programa promove
intercâmbio de informações entre profissionais multimídia do
Brasil e exterior
(ALAI) - Jornalistas de países
africanos e de outros estados brasileiros visitam
Salvador em novembro (a partir do dia 6) para cobrir as
atividades comemorativas do mês da Consciência Negra a
convite da Agência Afro-Latina e Euro-Americana de
Informação (Alai). Como participantes do Programa de Intercâmbio de Informação da ONG, realizado em parceria
com a ONG senegalesa Alliance Panafricaniste eles vão
produzir matérias para seus veículos de comunicação
sobre o marco da luta dos movimentos sociais por
igualdade racial.Eles vão cobrir eventos, entrevistar líderes de organizações negras, visitarão instituições
governamentais, casas de cultura africanas sediadas
em Salvador – a exemplo da Casa do Benin, da Angola
e da Nigéria - templos religiosos afro-brasileiros,
blocos afros e outros pontos de interesse
histórico-cultural. Eles ainda participam da marcha
social no dia 20 de novembro, Dia da Consciência
Negra.
DANDO VISIBILIDADE AO
INVISÍVEL
A Agência
Afro-Latina e Euro-Americana de Informação é uma
Organização Não-governamental, criada em Salvador
por jornalistas e outros profissionais de
comunicação ativistas e militantes desde os anos 70,
com o objetivo de promover o diálogo entre o povo
afro-brasileiro e africanos na África e em suas
diásporas. O projeto de intercâmbio, concebido como
uma forma de cooperar e compartilhar solidariedade
através de ações informativas, realizou a sua
primeira edição em fevereiro deste ano, quando
trouxe a Salvador jornalistas do Senegal, França,
Estados Unidos e Nigéria, tendo o Carnaval como
foco.
“O
objetivo é evidenciar questões políticas, econômicas
e sociais invisíveis em países que abrigam segmentos
populacionais descendentes da África e culturas de
matriz africana”, informa a coordenadora geral da
entidade, a jornalista Ana Alakija. “Dando
visibilidade a essas questões, espera-se contribuir
para a solução de conflitos, já que a maioria tem
pontos comuns nessas sociedades – como o racismo, a
intolerância, a exclusão e o choque etnico-cultural”.
O programa também deve acontecer no sentido inverso,
levando jornalistas brasileiros para conhecer as
realidades de países africanos e outras diásporas.
“Afro-descendentes terão prioridade”, diz a
jornalista “uma prerrogativa do programa que visa
criar oportunidade para profissionais de comunicação
através do viés justamente pelo qual eles têm sido
discriminados no mercado de trabalho”.
(Postado por Diana Condá / EvaniceSantos) |
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Salvador sedia encontro de
Mulheres africanas e da Diáspora em Colóquio
Internacional |
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(Irohin) - De 6 a 9 de novembro,
Salvador recebeu o I Colóquio África Diáspora: o Papel
da Mulher Negra na Geopolítica, realizado pela Unegro
(União dos Negros pela Igualdade), em celebração aos 20
anos de sua fundação. Com Auditório lotado na Reitoria
da Universidade Federal da Bahia, em sua noite de
abertura (sexta-feira), o Colóquio seguiu até domingo
(9), com um público considerável participando dos
debates sobre os desafios do combate à pobreza e o
racismo no mundo. “Quisemos ampliar nossas discussões,
sair de nosso meio e trocar experiências com as mulheres
negras africanas e da Diáspora. Esse Colóquio nos trouxe
muitas informações da realidade destas mulheres no
mundo, que não está longe da nossa. Somos apenas 10% do
Senado, 8% da Câmara Federal, 10% da vereança municipal
(até janeiro de 2009), um quadro que precisa ser
mudado”, afirma a coordenadora da Unegro, vereadora
Olívia Santana. O
Colóquio reuniu mulheres que protagonizaram e ainda
estão à frente de transformações em seus países, em
áreas essenciais como as de Cultura, Educação, Saúde,
Tecnologia, Direito, Ciência, Trabalho e Política. Esta,
na opinião geral entre elas, uma área que, infelizmente,
ainda carece da presença feminina. Dos seis bilhões da
população mundial, cerca de quatro bilhões e meio são
não-brancos e metade é constituída de mulheres. “Somos
muitas e não estamos onde deveríamos estar, que é nos
espaços de decisão em nossas cidades, nossos estados e
países. Essa vontade política é que deve ser estimulada
entre nós, mulheres negras”, aponta a mestra em Ciência
Política e Relações Internacionais (Universidade de
Yale/EUA), Jeannine Scott, vice-presidente da Africare
(www.africare.org), organização afro-americana de ajuda
à África. Seguem alguns depoimentos:
‘Temos ligações
naturais umas com as outras e isso tem que ser
potencializado. O que tratamos aqui deve ser levado para
muitas outras mulheres negras, no Brasil e no mundo.
Temos que tentar levar essas discussões até elas ou
trazer muitas mais até os debates. Há muita coisa
acontecendo com as mulheres negras no mundo todo e
muitas poucas pessoas sabem disso. Muitas delas estão
morrendo e levando consigo suas realidades, virando
estatísticas. Então, temos que conhecer essas realidades
e gritá-las para todos”. (Dolores Mohammed (Nigeria) -
Diretora da Essence International School (Nigéria –
www.essenceschool.com) e vice-presidente da Comissão de
Imigrantes Africanos e Caribenhos da Municipalidade da
Filadélfia (EUA).
Estamos na era da
informação e temos que compartilhar entre nós o que está
acontecendo em nossas comunidades, para que possamos
identificar nossos inimigos e desafios. Não temos mais
que lutar sozinhas e essa foi uma das grandes certezas
que pude ter aqui. Estamos vivendo um momento de
congraçamento, com a eleição de Obama nos EUA, o que foi
resultado do que vimos fazendo ao longo dos anos,
independente do que possam nos dizer. Michele Obama (sua
esposa) e suas filhas representam essa nossa luta, das
mulheres negras e isso deve nos servir de inspiração”.
Vinie Burrows-Harrison (EUA) – Representante da ONU na
Federação Democrática Internacional de Mulheres – FDIM.
“O Brasil precisa conhecer mais a África, acho que isto
ainda está faltando O primeiro passo que temos que dar é
nos conhecermos e funcionar em rede, estar em permanente
contato. È importante que tenhamos mais intercâmbios
internacionais e que demos seguimento aos primeiros
contatos que aqui pudemos estabelecer. Talvez construir
um elo mais forte com os países da CPLP (Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa) seja um bom caminho.”
Edeltrudes Pires Neves - Cabo Verde - ex-Secretária de
Estado e Ministra da Reforma do Estado, Administração
Pública e Poder Local. “Em muitos países na Europa,
temos mulheres negras vivendo na mais extrema pobreza e
submetidas a todos os tipos de violência. O Brasil tem
um grande potencial para ser um verdadeiro centro de
luta em relação a esta questão e, neste Colóquio,
acredito que muitas experiências passarão como
referência de continuidade entre as mulheres que aqui
estiveram.” Lily Golden (Rússia) – Professora das
Universidades de Moscou e de Chicago; pesquisadora do
Instituto de Estudos Africanos - Chicago;
“É a primeira vez que
vejo tantas mulheres negras juntas debatendo assuntos
que nos interessam e que nos afetam. Acho que se há
soluções para nossa situação no mundo, elas devem vir de
nós mesmas. É muito conveniente esperar por soluções que
venham dos outros e da política que os outros fazem para
nós, mas acho que precisamos deixar de ser vítimas e
começarmos a trabalhar para nós mesmas. Temos que ter
estratégias em uma rede internacional para trabalharmos
juntas. Precisamos de mais encontros, mais intercâmbios,
conhecermo-nos umas às outras e estarmos estimuladas
pela política.” Tetchena Bellange (Haiti / Canadá) -
produtora de cinema e teatro, documentarista e atriz;
diretora da Bel Ange Moon Produções.
“Precisamos acabar com
o racismo, definitivamente. Lutar contra ele em toda a
Diáspora, e contra a violência que acomete nossas
mulheres é vital pra nossa sobrevivência, para que
possamos nos fazer ouvir e possamos ser vistas enquanto
parcela imprescindível para o desenvolvimento do mundo.
Precisamos ainda de muito trabalho para que tenhamos uma
participação efetiva na política mundial. Não basta
falarmos apenas, pois nada nos virá de graça, tão pouco
com facilidade. Temos que estar à frente de todas as
nossas batalhas”. Ângela Majaanti, deputada da Frente de
Libertação de Moçambique (Frelimo). O Colóquio encerrou
com uma Caminhada das Mulheres até o Campo Grande, que
contou com discursos e cânticos entoados pelas africanas
durante o percurso, finalizado com apresentação da Banda
Didá (Jamille Menezes)
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