21/11/2008 11:25:14

 
       
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observatóriodamidia

  Novembro Negro
Para  refletir:
Leiam o artigo abaixo e respondam: De que cor era a sociedade brasileira?

Pela porta da cozinha
por André Sender e Gabriel Rocha Gaspar
publicado na http://www.msn.com

Mingau, pamonha, canjica, mocotós, vatapá, caruru, acaçá. O que tudo isso tem em comum, além do fato de serem comidas tipicamente brasileiras? Todas nasceram em mãos negras, na cozinhas da casas grandes. São pratos fáceis de comer, que dosaram a força e o exotismo dos temperos africanos para gostos portugueses. São misturas que resumem nossa pluralidade cultural ao condensar ingredientes e técnicas africanas, indígenas e européias.

Durante três séculos, toda a comida da sociedade brasileira – majoritariamente agrária – passou por mãos negras. Escravos (mulheres e homens menos aptos ao trabalho no campo) comandavam as cozinhas coloniais, inventando pratos, adicionando novos temperos e adaptando ingredientes indígenas e africanos ao paladar do “nhonhô” português.

Como disse Gilberto Freyre, “a negra fez com a comida o mesmo que fez com a língua”. Se em gargantas negras, Marias Antônias viraram Tontons e Marias Josés viraram Zezés, nas mesas da Casa Grande a comida ficou mais fácil, mais maleável. “A negra foi um intermediador muito forte das rupturas na cozinha da colônia”, conta a coordenadora do Núcleo de Estudos Freyrianos da Fundação Gilberto Freyre, Fátima Quintas. Por exemplo, foi ela que fez a ponte entre a mandioca nativa e o paladar português, acostumado ao pão de trigo. Para aliviar o sacrifício gastronômico do lusitano, criou-se o beiju de tapioca, entre outras mimeses do pão europeu.

Ainda hoje, a forte comida de origem africana pede adaptações para sobreviver ao gosto de novos consumidores. Luisa Inês Saliba, dona do restaurante Rota do Acarajé, em São Paulo, conta que pessoas do mundo inteiro vêm atrás da iguaria. “A gente adapta [o acarajé] a um paladar mais suave, principalmente no dendê e no tempero com coentro, que são coisas que chegam a assustar os visitantes na Bahia”. Muito por causa desta necessidade de mudar, Luisa é uma criadora de pratos inveterada. “Quando se trata de culinária, sou uma workaholic. Mesclo todas as influências, como de tudo, bebo de tudo, sou ‘pesquisadeira’. Mas um ou outro ingrediente [tipicamente baiano] sempre rege a criação”. Exatamente como faziam as negras das cozinhas coloniais – adaptavam a todos os gostos, mantendo a África como fio condutor.

Nos séculos de escravidão, a cozinha era o espaço de uma convivência mais harmoniosa dentro da estrutura profundamente opressora do regime vigente. “Por uma necessidade de ter com quem conversar, as mulheres [brancas] da casa iam para a cozinha”, conta Fátima. Essa pseudo-liberdade do negro fora do campo, aliada aos momentos de ócio que o trabalho de casa propiciava, foi responsável pelo surgimento de pratos complexos. “As horas vagas e a quantidade de pessoas para servir permitiram que os doces, principalmente, demorassem uma tarde inteira, por exemplo, para ser feitos”. Este cenário, aliado à monocultura da cana, propiciou uma doçaria complicada, que inclui manjares, bolos e tortas.

“A negra fazia uma cozinha de muitas horas, de muito trabalho, de arte”, diz Fátima. O esmero foi tanto que passou dos sabores para as aparências: dos pratos às toalhas de mesa. E, principalmente, nos tabuleiros – este modelo tão africano de vender comida. Na Bahia de hoje, por exemplo, as rendas são tão presentes quanto os cheiros de coentro e azeite de dendê. Os enfeites, tanto quanto a comida, são feitos com esmero e cuidado, custe o tempo que custar. Como observa Luisa Inês, “há que se respeitar a culinária, [fazê-la] com todo o carinho com que deve ser feita". Isso significa que o prato começa a ser feito no momento em que o cliente pede. "É tudo mais fresquinho", completa a chef.

Tamanho cuidado é preconceituo
samente confundido com preguiça. Mas a verdade é que não há espaço para pressa na cozinha de origem afro. Fast food não bate com os tantos elementos místicos e sagrados que os negros associam à comida. No candomblé, por exemplo, até os santos comem. “A religiosidade do negro [que nutria muito menos pudores sexuais do que o cristianismo] com a sexualidade do português cunharam uma coisa muito interessante: doces com nomes sensuais”, aponta Fátima Quintas. “A casa grande era altamente sexualizada, com um cristianismo muito prosaico, lírico”. A comida era mais um estímulo sensorial, quase sensual. Por isso, doces criados na casa grande têm nomes eróticos como baba-de-moça, suspiro, sonho, teta-de-nega... A mão que mexeu o caldo da formação culinária (e, conseqüentemente, cultural) brasileira foi negra. Por mais que as mestiçagens acontecessem por todos os lados – como é praxe no Brasil –, no final, foram os negros que meteram a mão na massa. Por isso, tudo o que o brasileiro típico come hoje, desde o arroz com feijão mais básico até a mais elaborada paella, tem um resquício das mentes criativas da senzala, que uniram o paladar europeu às tradições indígenas e africanas. Formou-se uma gastronomia leve e densa, simples e sofisticada, forte e sutil. Um paradoxo de sabores e influências, tão diverso quanto o Brasil.

SERVIÇO • Fátima Quintas Fátima Quintas é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós-graduada em Antropologia Cultural pelo Instituto de Ciências Sociais e Política Ultramarina, de Lisboa. Pós-graduada em Museologia pelo Museu das Janelas Verdes, de Lisboa. É mestre em Antropologia Cultural pela Universidade Federal de Pernambuco e coordenadora do Núcleo de Estudos Freyrianos da Fundação Gilberto Freyre. Autora dos livros "Sexo e Marginalidade" e "Sexo à moda patriarcal", entre outros. 

agenda salvador
21/11 –  Seminário Liberdade Religiosa: Uma Questão de Direitos Humanos Faculdade de Medicina - Terreiro de Jesus. Mais...
23/11 - 4ª Caminhada do Povo de Santo pela Vida e Liberdade Religiosa.Abraço do Dique do Tororó. Mais...
24/11 a 5/12 - Curso Irê Ayó: Educação das Relações Étnico-Raciais. Instituto Anísio Teixeira e  Secretaria de Cultura  (Salvador-Bahia)
outros estados
Cinema Negro - II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina. Até 24/11. Rio de Janeiro (RJ). Inscrições, programação e outras informações: (21) 3261.2550.

aRTIGOS

E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto
 
"O escritor Mia Couto é um dos mais brilhantes de lingua portuguesa. É bom ser informado da política arcaica e abusiva que ainda impera no continente africano". Postado por Ana Siemann.

In Jornal "SAVANA" - 14 de Novembro de 2008

 

Aprovada cota para negros, índios e pobres em escolas federais

Elton Bomfim

(Brasília) - A proposta reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

O Plenário aprovou nesta manhã projeto que reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proposta - PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) - foi aprovada na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto segue para o Senado.

Os parlamentares aprovaram emenda que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 622,50). Além disso, essas vagas deverão ser preenchidas por alunos negros, pardos e indígenas segundo a proporção dessa população no estado onde é localizada a instituição de ensino, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que hoje se comemora Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça social e em relação a etnias e o fato de ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação "aumenta sua grandeza".

Regras De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.

Nível médio O substitutivo de Abicalil também determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das universidades para a admissão de negros e indígenas.

Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão do programa.

As universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.

Extinção do vestibular A autora do projeto original, deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade. Postado por Sionei Leâo.


Relação entre racismo, consumo e violência movimenta debate no Ministério Público

(Salvador) - Racismo, violência e consumo. O que essas três palavras podem representar na vida de uma pessoa supera índices e dados apontados em pesquisas e estudos acadêmicos. Para discutir as relações de poder e enfrentamento que permeiam as questões de raça, consumo e poder, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA) e o Instituto Pedra de Raio (IPR) promovem o Seminário Racismo, Consumo e Violência, no dia 27 de novembro, mês da Consciência Negra. As palestras e discussões serão realizadas no auditório do Ministério Público, com presença de estudiosos, juristas, integrantes de movimentos sociais e representantes do poder público (programação em anexo). As inscrições são gratuitas e serão realizadas no dia e local do evento.

A promoção do Seminário Racismo, Consumo e Violência é fruto do convênio firmado entre o Instituto Pedra de Raio – Justiça Cidadã e o Ministério Público do Estado da Bahia- Promotoria de Combate a Discriminação Racial, com o objetivo de, através da produção de estudos, pesquisas e acompanhamento jurídico de casos, melhorar e ampliar os atendimentos às vítimas de injúria racial e fortalecer o combate ao racismo no estado da Bahia.

Casos de racismo

"Sou branca, tenho olhos azuis e tenho dinheiro. Não tenho medo da justiça". Essa foi a resposta de T. S. B., cliente de uma instituição privada de ensino superior, sobre a possibilidade de responder judicialmente às ofensas raciais que dirigiu a funcionários que realizavam a matrícula de seu filho. Uma das vítimas, que prefere não ter o nome divulgado, chegou a procurar uma delegacia para registrar queixa, mas não teve seu pedido plenamente atendido. G. M. A. foi então ao Ministério Público da Bahia relatar o ocorrido. A partir do registro da denúncia, o MP/BA acompanha o caso na justiça criminal e o Instituto Pedra de Raio acompanha a ação civil de indenização por danos morais contra a agressora.

Há cerca de uma semana, um grupo de jovens que voltava de um evento promovido pela Central Única das Favelas no Centro Histórico de Salvador foram acusados de assaltantes pelo taxista que os levava e, além de serem agredidos fisicamente por policiais, tiveram que passar por uma série de constrangimentos e acusações racistas. Em 12 de outubro deste ano, Rita de Cássia, proprietária de uma floricultura em Brotas, foi chamada de "preta descompreendida" por uma consumidora. Rosaneide Leão, além da ofensa direta, completou a cena com a declaração: "preto tem que trabalhar no domingo mesmo porque é escravo".

Se as relações de consumo ainda não figuram entre os temas mais debatidos quando o assunto é racismo, o aumento de casos envolvendo fornecedores e consumidores reafirmam a necessidade de se iniciar este debate em Salvador. Através do convênio, publicado no Diário Oficial do Poder Judiciário no dia 19 de agosto de 2008, outros casos já estão sendo encaminhados e acompanhados reciprocamente pelo Ministério Público e pelo IPR. (Lúcio Magano, postado por Maria de São Pedro França e Janeth Suzarth)

SERVIÇO| O quê: Seminário Racismo, Consumo e Violência
Quando: 8h00 às 18h00, 27 de novembro de 2008 Onde: Auditório do Ministério Público da Bahia, Av. Joana Angélica, Nazaré, Salvador, Bahia Mais informações: 71 3241-3851 / 71 3243-2375


Povo de Santo se prepara para 4ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa
Terreiros de candomblé vão às ruas de Salvador pedir o fim da intolerância religiosa

(Salvador) - No último dia 19 de setembro, Salvador (Bahia) acordou com suas árvores rodeadas por mais de três mil metros de pano branco (ojás). Da Praça da Sé à Orla, a mensagem era a de que o Povo de Santo começava a anunciar sua ida às ruas mais uma vez pedindo respeito ao direito de professar sua religião. E isso ocorrerá no dia 23 de novembro (domingo), a partir das 9h, saindo do Busto de Mãe Runhó (Engenho Velho da Federação) até o Dique dos Orixás, como é chamado o Dique do Tororó, pelos religiosos do Candomblé em Salvador. Este ano, a 4ª Caminhada do Povo de Santo levará às ruas não só o pedido de respeito, mas irá também conclamar os praticantes das religiões de matriz africana a denunciarem toda e qualquer discriminação da qual sejam vítimas.

No Ministério Público Estadual (MPE), atualmente, tramitam 15 casos de intolerância religiosa, a maioria ligada a igrejas pentecostais e seus fiéis. “O que vemos entre o nosso povo de Candomblé é que muitos casos não chegam a ser denunciados, por acharem que não dará em nada, que apenas trará problemas caso levados à frente”, pontua Marcos Rezende, do Coletivo de Entidades Negras, uma das entidades organizadoras da Caminhada.

Para religiosos e ativistas do Movimento Negro, muitos casos não recebem uma classificação específica já nas delegacias e acabam “morrendo” como denúncias de injúria, calúnia ou difamação. “Queremos que a discriminação religiosa seja enquadrada na lei Caó (1776/89), que é uma lei federal, que determina pena de um a três anos de prisão para qualquer discriminação quanto a cor, raça, etnia e religião.

Nesta lei, estes crimes são inafiançáveis e imprescritíveis”, explica o advogado Sergio São Bernardo, do Instituto Pedra do Raio (IPR), que presta assessoria jurídica a membros de religiões de matriz africana e comunidades tradicionais.

No último mapeamento realizado pela Prefeitura de Salvador, cerca de 8,6% dos Templos de Candomblé mencionaram já ter tido conflitos com outros grupos religiosos, sendo que

 

cLIPPING
Dieese revela que população negra é mais discriminada no trabalho

Lizoel Costa, JB Online

BRASÍLIA - O país comemora nesta quinta-feira o Dia Nacional da Consciência Negra, lembrando a data do assassinato de Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra contra o escravismo. Mas a população afro-descendente no DF continua sendo a mais discriminada no mercado de trabalho, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), baseada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta terça-feira pela Secretaria de Trabalho do DF.

A pesquisa apontou que no Distrito Federal, em 2007, os negros representavam um pouco menos que dois terços da população em idade ativa e da população economicamente ativa, mas no cômputo geral eram os mais preteridos na inserção ao mercado de trabalho, além de começarem a trabalhar mais cedo e se aposentarem mais tarde.

Segundo o economista Tiago Oliveira, da equipe do Dieese, responsável pela pesquisa, essa população no Distrito Federal era composta em 2007 por 1.259 mil pessoas, o que correspondia a uma participação relativa de 63,7%. No mercado de trabalho, por sua vez, os negros representavam 64,5% dos trabalhadores. Deste total, 81% estavam ocupados, ao passo que 19% desempregados.

– Vale destacar que de cada 10 desempregados, aproximadamente 7 eram negros, o que denota uma sobre-representação deste estrato populacional no contingente de trabalhadores desempregados - explica Oliveira.

Para Robson Rodovalho, secretário do Trabalho do DF, os índices mostram uma espécie de naturalização inaceitável da divisão social do trabalho.

– A pesquisa mostra que os negros continuam sendo ampla maioria na construção civil e nos serviços domésticos que são setores marcados pela menor cobertura dos mecanismos de proteção social, além dos baixos rendimentos, jornadas extensas e, no caso da construção civil, a alta rotatividade - analisa Rodovalho.

Desigualdade no setor público

Outro dado importante a considerar, apontado pela pesquisa, é que 16,5% dos ocupados no DF pertenciam à administração pública. Deste total, 54,1% eram negros e 45,9% não negros. Para Tiago Oliveira, os números mostram, portanto, que os negros estão sub-representados no emprego público.

– No setor privado, enquanto de cada 100 pessoas economicamente ativa quase 70 são negras, no setor público, para cada 100 ocupados só 54 pertencem a essa população - lembra Oliveira. (Postado por Juliana Nunes).
 


Capa da New YOrker faz apologia a Obama
 


(Salvador) - A última edição de uma das revistas mais importantes dos Estados Unidos, a New Yorker, está circulando com uma capa que louva a vitória de Obama. Negra como a noite e com o Memorial Lincoln iluminado pelo "O" -  de Obama - como se fosse a lua. A imagem do Memorial refere ao presidente norte-americano Abraham Lincoln que, em 1863, durante a Guerra Civil (de Secessão),  assinou a Proclamação de Emancipação, que, supostamente, declarou livres os acorrentados. "A lua, e a noite, parece indicar, sem fanfarra, a paz e tranqüilidade", diz um leitor da revista. 
A New Yorker é uma revista semanal, fundada por jornalistas do New York Times, que circula desde 1925 com foco cultural na vida novaiorquina. Considerada como excelência em jornalismo, contém  reportagens, comentários, ensaios, ficção, roteiros, charges, principalmente com crítica, sátira e muito humor. É uma das publicações semanais (sérias) mais lidas nos Estados Unidos e também com um grande público fora do país norte-americano (a maior em circulação, comparada a revistas similares, como The Economist and The Week), em torno de 1 milhão de revistas circuladas nos últimos cinco anos. É considerada uma revista de posição política "democrata" e foi criticada por adversários por ter dado apoio à campanha de Barack Obama para a presidência da República. (ALAI. Ana Alakija).


46 lideranças destes Terreiros apontaram a Igreja Universal, especificamente, como principal causadora dos conflitos. Brigas com católicos aparecem em dois casos. (Marcos Rezende/Postado por Jamylle Menezes).
 

Caminhada faz homenagem a Barack Obama
Entidades negras consideram como marco a vitória de Obama para a presidência dos Estados Unidos
 
(Salvador) - No próximo 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, acontece, a partir das 16h, a 8ª Caminhada da Liberdade. O evento, organizado pelo Fórum de Entidades Negras da Bahia, tem como objetivo levar a mensagem de conscientização sobre a resistência negra às ruas de Salvador. No ano que se comemora 313 anos da Imortalidade de Zumbi dos Palmares, são esperadas cerca de 80 mil pessoas durante a atividade.

A Caminhada, que já entrou para o calendário da cidade, sairá às 16h do Curuzu e se encerrará no Pelourinho. Durante todo o caminho músicas de protesto lembram a realidade da população afro-brasileira e pedem o fim do racismo. Estarão presentes na Caminhada os blocos Ilê Aiyê, Male Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Okambi, Os Negões entre outros.

Para Walmir França, o diretor do Bloco Os Negões, este ano a Caminhada tem um caráter especial, pois a vitória de Obama é um marco para população negra. "Se foi possível um presidente negro nos Estados Unidos, nós acreditamos que também é possível no Brasil, afinal somos quase 50% da população desse país. Precisamos, portanto, garantir as ações afirmativas para acelerar esse processo," afirma.

Atividades - Durante todo o mês de novembro as entidades que fazem parte do Fórum de Entidades Negras da Bahia realizam diversas ações em pontos da cidade, como Itapuã, Engenho Velho de Brotas, Vasco da Gama, Pirajá, Pelourinho, Liberdade. A Caminhada da Liberdade faz referência também aos 313 anos da Imortalidade de Zumbi dos Palmares, herói nacional e líder do Quilombo dos Palmares, o mais importante quilombo de resistência à escravidão no Brasil.(IME.Postado por Paulo Rogério)

O QUÊ: Caminhada da Liberdade (Dia Nacional da Consciência Negra)
ONDE: Liberdade, Curuzu em direção ao Pelourinho. DATA: 20/11, quinta-feira.
HORÁRIO: a partir das 16h.

Fontes para Entrevistas:
Walmir França (presidente do Bloco Os Negões): 32665914 / 9603-8521
Antônio Carlos Vovô (presidente do Bloco Ilê Aiyê) 9984-4969
 

Tudo pronto para a 29ª Marcha Zumbi dos Palmares

(Salvador) - Em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, acontece em Salvador a 29ª Marcha Zumbi dos Palmares, com o tema “120 anos sem abolição”. A data é celebrada em todo o Brasil com diversos atos públicos e marchas para combater a discriminação, o preconceito, o racismo e a intolerância religiosa. A caminhada sairá do Campo Grande, às 16h.

O Dia Nacional da Consciência Negra é uma homenagem a Zumbi Palmares, que foi assassinado em 20 de novembro de 1695, por não se render aos diversos ataques organizados contra Palmares, quilombo fundado no ano de 1597, na região da Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. A data foi uma proposição do professor e poeta gaúcho Oliveira Silveira. Zumbi dos foi o principal líder do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão.
A 29ª Marcha Zumbi dos Palmares é uma construção

coletiva de entidades ligadas Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN). A caminhada contará com dois trios elétricos; um de cunho político e outro cultural, com as seguintes atrações: Aspiral do reggae, Pagoleiro, Santuário, RBF, Afro Jhow e Quilombo Vivo. Os organizadores aguardam a presença maciça dos moradores dos bairros soteropolitanos e das cidades do interior do Estado. A expectativa é que a Marcha congregue um público de cerca de 10 mil pessoas.

O tema “120 anos sem abolição” é uma provocação para que se discuta a legitimidade do dia 13 de maio de 1888, no qual a princesa Isabel promulgou a Lei Áurea. Para o movimento negro de Salvador, a escravidão continua de forma disfarçada, pois a maioria dos negros do país ainda não se libertou de fato, socialmente e economicamente. Além do tema, anualmente a marcha homenageia personalidades afro-descendentes. Esse ano os homenageados serão: Ana Célia, Raimundo Tição, Gregório Bonfim, Solano Trindade, Juliano Moreira e Dinha do Acarajé. (Jussara Santana. Postado por Selma Barreto).

SERVIÇO 1 O que é: 29ª Marcha Zumbi dos Palmares Quando: Quinta-feira, 20/11/08
Horário: 16 horas (saída)
Onde: Campo Grande (concentração/largada)
Trajeto: Seguindo pela Avenida Sete até a Praça Municipal
OBS: A Marcha culminará com um grande Ato Político e Cultural
REALIZAÇÂO CONEN Coordenação Nacional de Entidades Negras. (071)3241-62-10 (071)8776-43-88


Jornalistas cubanos dão entrevista à imprensa brasileira
(Belo Horizonte) - Em visita ao Brasil, a convite da Federação Nacional dos Jornalistas e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, os jornalistas e professores cubanos, Ariel Terrero e Maribel Damas, estarão à disposição da mídia mineira, quinta-feira, dia 20 de novembro sala de imprensa da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Ariel Terrero é Chefe de Informação Nacional da equipe de jornalismo de investigação da Revista Bohemia, fundada em maio de 1908, e que completa este ano seu primeiro século de existência, quando foi lançada uma edição especial documentando a história da América Latina e Caribe, com registro jornalístico de reflexões compreendendo o período de 1910 até 1959 e os trabalhos correspondentes aos anos posteriores à revolução cubana integram um segundo exemplar. http://www.bohemia.cubasi.cu/index.html

Maribel Damas é Repórter do Sistema Informativo da Televisão Cubana e produtora de notícias para os telediários e programas informativos da TVC. Entre os seus trabalhos de cobertura jornalística para TV constam os recentes furacões Gustav e IKE para a Cuba y Cubavisión Internacional (2008). Outras coberturas importantes constam do seu currículum como a posse de Evo Moraes, na Bolívia (2006), posse de Tabaré Vázquez, Uruguay. (2005)

Os dois jornalistas, que também são membros da presidência da Unión de Periodistas de Cuba (UPEC), chegaram ao Brasil na semana passada e cumprem extensa agenda de atividades programadas pelos jornalistas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo. A iniciativa é uma atividade da Campanha Nacional Com todos pelo Bem de Cuba, momento em que o povo cubano está prestes a ver o fim do bloqueio econômico imposto ao país por quase 50 anos, e que pela 17ª vez teve o apoio da maioria dos países membros da Assembléia Geral da ONU. (Associação Cultural José Martí -MG. Postado por Miriam Gontijo).

 
 

Rádio África leva seu som para o Pelourinho
(Salvador) - Na semana da Consciência Negra a rádio Educadora FM dá continuidade ao projeto "Educadora FM no Pelô – Se é Bom a Gente Toca" com o programa Rádio África. O evento acontece na próxima sexta-feira (21/11) a partir das 19h, na praça Tereza Batista, no Pelourinho, com a discotecagem dos dj's do programa que será transmitido ao vivo, direto da praça.

André Stangl, Lucio Magano, Álvaro Panafricano, Robertinho Barreto e Sankofa farão o som da festa que também contará com intervenções dos vj's do Coletivo MOTE. Os video jockeys prometem uma seleção de imagens que remetem à cultura, tradição e o cotidiano da África. "Vamos levar através das músicas e das imagens um olhar diferente da África que vive de maneira criativa a tradição e a modernidade", diz DJ Robertinho Barreto, que é também produtor do programa. Comidas típicas e estandes com representantes da Casa da Nigéria também serão atração do evento.

O Rádio África aproveita a festa para comemorar seu primeiro aniversário. Exatamente em novembro de 2007 o programa foi ao ar pela primeira vez. Apesar da pouca idade, não lhe faltam motivos para orgulhar-se de sua carreira que tem como missão trazer para os seus ouvintes o que há de melhor na música da Mãe África. "Somos o único programa no Brasil que toca exclusivamente música africana mostrando todas as suas intercessões com a música do mundo", arremata Barreto. O programa é responsável por fazer ouvir-se numa FM artistas como Salif Keita, Bonga, Mirian Makeda e Fela Kuti, criador do tão disseminado Afrobeat no Brasil.

O projeto "Educadora FM no Pelô – Se é Bom a Gente Toca" é uma parceria entre a rádio Educadora FM 107.5 e o Pelourinho Cultural. Em dezembro é a vez do "Encontro com Chorinho" levar toda a sua harmonia sonora para a Tereza Batista. Todos os programas da rádio podem ser conferidos pelo site www.educadora.ba.gov.br.

Maratona Dia do Músico na Educadora FM 107.5 . Educadora FM comemora dia do músico e um ano de Faixa Negra na Praça Tereza Batista

(Salvador) - Para comemorar o dia do músico (sábado, 22/11) e marcar o aniversário de um ano da "Faixa Negra", a Rádio Educadora FM 107.5 programou uma transmissão radiofônica especial. A partir das 16 horas, os programas da "Faixa Negra" (No Balanço do Reggae, Evolução Hip Hop, Tambores da Liberdade e Rádio África) serão apresentados ao vivo e os estúdios da rádio serão substituídos pelo palco da Praça Tereza Batista até ás 20 horas, no Pelourinho, dentro da programação da Feira Hype.

O programa No Balanço do Reggae sobe ao palco, a partir das 16 horas, com toda a vibe do Ministéreo Público. Às 17 horas é a vez do Evolução Hip Hop tomar conta do ambiente com a rapaziada do Fúria Consciente, Império Negro, Nova Saga e Profetas do Gueto. Na seqüência, às 18 horas, o Tambores da Liberdade traz a Banda Ayiê com a participação de convidados de diversos blocos afro e, para fechar a programação, às 19 horas, os Dj's colaboradores do Rádio África tocam toda a diversidade e o balanço da música africana. Logo na seqüência, a rádio pública da Bahia irá transmitir os shows das bandas Vanguart (MT), Cascadura (BA) e Móveis Coloniais de Acaju (DF) diretamente da Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho. Esta segunda parte da programação é integrante do Mês da Música, promovido pela Fundação Cultural.

Há exatamente um ano os amantes do Hip Hop, reggae e da música africana têm nas tardes de sábado quatro horas com informações e, principalmente, um encontro com o que há de melhor na música destes estilos e dos blocos afros. Dedicada aos ritmos de matriz africana e com o objetivo de celebrar a nossa descendência, a Faixa Negra da Educadora FM conseguiu atrair uma audiência importante para a emissora. "Conseguimos trazer para este horário um público que estava distante da rádio", avalia o coordenador da Educadora FM, Mário Sartorello. "Este é um público participativo e interativo", conclui Sartorello.

FEIRA HYPE – Esta é a quinta Edição Itinerante da Feira Hype que já se tornou uma das mais badaladas da cidade. A partir da 15 horas, os expositores irão oferecer artigos diversos, com a tradicional atmosfera da Feira Hype que traz um mix de produtos de moda, artesanato, acessórios, livros, discos e o que vier!

Preservando a filosofia da Feira Hype, a entrada será gratuita, mas em favor do hábito da leitura, a organização do evento retoma a campanha de doação de um livro pelo público para distribuí-los em bibliotecas comunitárias, como já havia feito com sucesso no Boombahia, no show da banda americana Mudhoney. Quem não puder curtir presencialmente a transmissão dos programas direto da Tereza Batista poderá conferir a festa dos programas sintonizando o dial 107.5 ou pelo site www.educadora.ba.gov.br. (Ascom-IRDEB. Postado por CMA HIP-HOP).


Fundação Cultural Palmares realiza oficinas de quilombolas

(Brasília) - O Dia da Consciência Negra será celebrado com oficinas e seminários para os que visitarem o município de União dos Palmares, Alagoas, onde se localizava o Quilombo dos Palmares. A programação se estende do dia 15 de novembro ao dia 03 de dezembro, com atividades variadas, como oficinas, rodas de capoeira, teatro, hip hop, entre outras e dois seminários sobre o espaço da Serra da Barriga.

O dia 20 de novembro terá uma programação especial, que começará às 4h30 da manhã, com uma oferenda aos Eguns, ancestrais palmarinos, e terminará com o show deMargareth Menezes. No dia 25 de novembro, terá início o primeiro seminário, chamado Serra da Barriga: espaço de memória da população afro-descendente. O segundo seminário vem em seguida, nos dias 02 e 03 de dezembro, com o tema Serra da Barriga: Desenvolvimento e Progresso para União dos Palmares.

Cerca de 20 comunidades quilombolas, dos estados de Alagoas, Pernambuco e Mato Grosso, vão expor seus trabalhos artesanais em tendas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, inaugurado em novembro de 2007. Duas comunidades quilombolas do município de Santana do Mundaú, em Alagoas, oferecerão aos visitantes oficinas de Farinhada e de Palha, nos dias 19 e 20. Na oficina de Farinhada, os quilombolas explicam todo o processo de fabricação da farinha. Na de Palha, os visitantes vão aprender como fazer esteiras e abanadores de palha.

Estarão presentes na Serra da Barriga, o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o diretor de Proteção do Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP, Maurício Reis. Várias bandas e artistas se apresentarão durante as comemorações, como Sandra de Sá, Adão Negro, Orquestra de Berimbau e Banda Raízes de Zumbi, entre outros. As atividades acontecerão no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, que fica na Serra da Barriga, e na cidade de União dos Palmares. (FCP/MinC. Marília Matias de Oliveira. postado por Luciana Mota)

Programa de Intercâmbio
Jornalistas africanos e afro-brasileiros visitam Salvador no mês da Consciência Negra

Programa promove intercâmbio de informações entre profissionais multimídia do Brasil e exterior

(Salvador) - Jornalistas de países africanos e de outros estados brasileiros visitam Salvador em novembro (a partir do dia 6) para cobrir as atividades comemorativas do mês da Consciência Negra a convite da Agência Afro-Latina e Euro-Americana de Informação (Alai). Como participantes do Programa de Intercâmbio de Informação da ONG, realizado em parceria com a ONG senegalesa Alliance Panafricaniste eles vão produzir matérias para seus veículos de comunicação sobre o marco da luta dos movimentos sociais por igualdade racial.

Eles vão cobrir eventos, entrevistar líderes de organizações negras, visitarão instituições governamentais, casas de cultura africanas sediadas em Salvador – a exemplo da Casa do Benin, da Angola e da Nigéria - templos religiosos afro-brasileiros, blocos afros e outros pontos de interesse histórico-cultural. Eles ainda participam da marcha social no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

DANDO VISIBILIDADE AO INVISÍVEL

A Agência Afro-Latina e Euro-Americana de Informação é uma Organização Não-governamental, criada em Salvador por jornalistas e outros profissionais de comunicação ativistas e militantes desde os anos 70, com o objetivo de promover o diálogo entre o povo afro-brasileiro e africanos na África e em suas diásporas. O projeto de intercâmbio, concebido como uma forma de cooperar e compartilhar solidariedade através de ações informativas, realizou a sua primeira edição em fevereiro deste ano, quando trouxe a Salvador jornalistas do Senegal, França, Estados Unidos e Nigéria, tendo o Carnaval como foco.

“O objetivo é evidenciar questões políticas, econômicas e sociais invisíveis em países que abrigam segmentos populacionais descendentes da África e culturas de matriz africana”, informa a coordenadora geral da entidade, a jornalista Ana Alakija. “Dando visibilidade a essas questões, espera-se contribuir para a solução de conflitos, já que a maioria tem pontos comuns nessas sociedades – como o racismo, a intolerância, a exclusão e o choque etnico-cultural”.

O programa também deve acontecer no sentido inverso, levando jornalistas brasileiros para conhecer as realidades de países africanos e outras diásporas. “Afro-descendentes terão prioridade”, diz a jornalista “uma prerrogativa do programa que visa criar oportunidade para profissionais de comunicação através do viés justamente pelo qual eles têm sido discriminados no mercado de trabalho”.  (ALAI. Postado por Diana Condá / EvaniceSantos)

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