Para refletir:
Leiam o artigo abaixo e respondam: De que cor era
a sociedade brasileira?Pela porta da
cozinha
por André Sender e Gabriel Rocha Gaspar
publicado na http://www.msn.com
Mingau, pamonha, canjica, mocotós, vatapá,
caruru, acaçá. O que tudo isso tem em comum, além do fato de
serem comidas tipicamente brasileiras? Todas nasceram em mãos
negras, na cozinhas da casas grandes. São pratos fáceis de
comer, que dosaram a força e o exotismo dos temperos africanos
para gostos portugueses. São misturas que resumem nossa
pluralidade cultural ao condensar ingredientes e técnicas
africanas, indígenas e européias.
Durante três séculos, toda a comida da
sociedade brasileira – majoritariamente agrária – passou por
mãos negras. Escravos (mulheres e homens menos aptos ao trabalho
no campo) comandavam as cozinhas coloniais, inventando pratos,
adicionando novos temperos e adaptando ingredientes indígenas e
africanos ao paladar do “nhonhô” português.
Como disse Gilberto Freyre, “a negra fez com a comida o mesmo
que fez com a língua”. Se em gargantas negras, Marias Antônias
viraram Tontons e Marias Josés viraram Zezés, nas mesas da Casa
Grande a comida ficou mais fácil, mais maleável. “A negra foi um
intermediador muito forte das rupturas na cozinha da colônia”,
conta a coordenadora do Núcleo de Estudos Freyrianos da Fundação
Gilberto Freyre, Fátima Quintas. Por exemplo, foi ela que fez a
ponte entre a mandioca nativa e o paladar português, acostumado
ao pão de trigo. Para aliviar o sacrifício gastronômico do
lusitano, criou-se o beiju de tapioca, entre outras mimeses do
pão europeu.
Ainda hoje, a forte comida de origem africana
pede adaptações para sobreviver ao gosto de novos consumidores.
Luisa Inês Saliba, dona do restaurante Rota do Acarajé, em São
Paulo, conta que pessoas do mundo inteiro vêm atrás da iguaria.
“A gente adapta [o acarajé] a um paladar mais suave,
principalmente no dendê e no tempero com coentro, que são coisas
que chegam a assustar os visitantes na Bahia”. Muito por causa
desta necessidade de mudar, Luisa é uma criadora de pratos
inveterada. “Quando se trata de culinária, sou uma workaholic.
Mesclo todas as influências, como de tudo, bebo de tudo, sou ‘pesquisadeira’.
Mas um ou outro ingrediente [tipicamente baiano] sempre rege a
criação”. Exatamente como faziam as negras das cozinhas
coloniais – adaptavam a todos os gostos, mantendo a África como
fio condutor.
Nos séculos de escravidão, a cozinha era o
espaço de uma convivência mais harmoniosa dentro da estrutura
profundamente opressora do regime vigente. “Por uma necessidade
de ter com quem conversar, as mulheres [brancas] da casa iam
para a cozinha”, conta Fátima. Essa pseudo-liberdade do negro
fora do campo, aliada aos momentos de ócio que o trabalho de
casa propiciava, foi responsável pelo surgimento de pratos
complexos. “As horas vagas e a quantidade de pessoas para servir
permitiram que os doces, principalmente, demorassem uma tarde
inteira, por exemplo, para ser feitos”. Este cenário, aliado à
monocultura da cana, propiciou uma doçaria complicada, que
inclui manjares, bolos e tortas.
“A negra fazia uma cozinha de muitas horas, de muito trabalho,
de arte”, diz Fátima. O esmero foi tanto que passou dos sabores
para as aparências: dos pratos às toalhas de mesa. E,
principalmente, nos tabuleiros – este modelo tão africano de
vender comida. Na Bahia de hoje, por exemplo, as rendas são tão
presentes quanto os cheiros de coentro e azeite de dendê. Os
enfeites, tanto quanto a comida, são feitos com esmero e
cuidado, custe o tempo que custar. Como observa Luisa Inês, “há
que se respeitar a culinária, [fazê-la] com todo o carinho com
que deve ser feita". Isso significa que o prato começa a ser
feito no momento em que o cliente pede. "É tudo mais
fresquinho", completa a chef.
Tamanho cuidado é preconceituo
samente confundido com preguiça. Mas a verdade é que não há
espaço para pressa na cozinha de origem afro. Fast food não bate
com os tantos elementos místicos e sagrados que os negros
associam à comida. No candomblé, por exemplo, até os santos
comem. “A religiosidade do negro [que nutria muito menos pudores
sexuais do que o cristianismo] com a sexualidade do português
cunharam uma coisa muito interessante: doces com nomes
sensuais”, aponta Fátima Quintas. “A casa grande era altamente
sexualizada, com um cristianismo muito prosaico, lírico”. A
comida era mais um estímulo sensorial, quase sensual. Por isso,
doces criados na casa grande têm nomes eróticos como
baba-de-moça, suspiro, sonho, teta-de-nega... A mão que mexeu o
caldo da formação culinária (e, conseqüentemente, cultural)
brasileira foi negra. Por mais que as mestiçagens acontecessem
por todos os lados – como é praxe no Brasil –, no final, foram
os negros que meteram a mão na massa. Por isso, tudo o que o
brasileiro típico come hoje, desde o arroz com feijão mais
básico até a mais elaborada paella, tem um resquício das mentes
criativas da senzala, que uniram o paladar europeu às tradições
indígenas e africanas. Formou-se uma gastronomia leve e densa,
simples e sofisticada, forte e sutil. Um paradoxo de sabores e
influências, tão diverso quanto o Brasil.
SERVIÇO • Fátima Quintas Fátima Quintas é formada em Ciências
Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós-graduada em
Antropologia Cultural pelo Instituto de Ciências Sociais e
Política Ultramarina, de Lisboa. Pós-graduada em Museologia pelo
Museu das Janelas Verdes, de Lisboa. É mestre em Antropologia
Cultural pela Universidade Federal de Pernambuco e coordenadora
do Núcleo de Estudos Freyrianos da Fundação Gilberto Freyre.
Autora dos livros "Sexo e Marginalidade" e "Sexo à moda
patriarcal", entre outros. |
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agenda salvador
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21/11 – Seminário
Liberdade Religiosa: Uma Questão de Direitos Humanos Faculdade
de Medicina - Terreiro de Jesus. Mais... |
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23/11 - 4ª Caminhada do
Povo de Santo pela Vida e Liberdade Religiosa.Abraço do Dique do Tororó.
Mais... |
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24/11 a 5/12 - Curso Irê
Ayó: Educação das Relações Étnico-Raciais.
Instituto Anísio Teixeira
e Secretaria de Cultura (Salvador-Bahia) |
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outros estados |
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Cinema Negro - II Encontro de
Cinema Negro Brasil, África e América Latina. Até 24/11. Rio de
Janeiro (RJ). Inscrições, programação e outras informações: (21)
3261.2550. |
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aRTIGOS |
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E se Obama fosse africano?
Por Mia Couto
"O escritor Mia Couto é um dos mais brilhantes de lingua
portuguesa. É bom ser informado da política arcaica e abusiva
que ainda impera no continente africano". Postado por
Ana Siemann.
In Jornal "SAVANA" - 14 de Novembro de 2008
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Aprovada cota para
negros, índios e pobres em escolas federais
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Elton Bomfim
(Brasília) - A proposta reserva no mínimo 50% das
vagas nas universidades para estudantes que tenham cursado integralmente
o ensino médio em escolas públicas.
O Plenário aprovou nesta manhã projeto que reserva no
mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes
que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A
proposta - PL 73/99, da deputada Nice Lobão (DEM-MA) - foi aprovada na
forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e
Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O projeto
segue para o Senado.
Os parlamentares aprovaram emenda que destina metade
das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per
capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 622,50). Além disso, essas vagas
deverão ser preenchidas por alunos negros, pardos e indígenas segundo a
proporção dessa população no estado onde é localizada a instituição de
ensino, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que
hoje se comemora Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta
tem todo o conteúdo de justiça social e em relação a etnias e o fato de
ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação "aumenta sua
grandeza".
Regras De acordo com o texto aprovado, as
universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em
escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido
através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período,
considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da
Educação. O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o
mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.
Nível médio O substitutivo de Abicalil também
determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de
ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso
de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas
para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em
escolas públicas. Nessas escolas, se aplicará o mesmo critério das
universidades para a admissão de negros e indígenas.
Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da
República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento
e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo
promoverá a revisão do programa.
As universidades terão o prazo de quatro anos para o
cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas
determinada pelo texto a cada ano.
Extinção do vestibular A autora do projeto original,
deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do
vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a
proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no
padrão convencional de ingresso na universidade.
Postado por Sionei
Leâo.
Relação
entre racismo, consumo e violência movimenta debate no
Ministério Público
(Salvador) - Racismo, violência e consumo.
O que essas três palavras podem representar na vida de uma pessoa supera
índices e dados apontados em pesquisas e estudos acadêmicos. Para
discutir as relações de poder e enfrentamento que permeiam as questões
de raça, consumo e poder, o Ministério Público do Estado da Bahia
(MP/BA) e o Instituto Pedra de Raio (IPR) promovem o Seminário Racismo,
Consumo e Violência, no dia 27 de novembro, mês da Consciência Negra. As
palestras e discussões serão realizadas no auditório do Ministério
Público, com presença de estudiosos, juristas, integrantes de movimentos
sociais e representantes do poder público (programação em anexo). As
inscrições são gratuitas e serão realizadas no dia e local do evento.
A promoção do Seminário Racismo, Consumo e Violência é fruto do convênio
firmado entre o Instituto Pedra de Raio – Justiça Cidadã e o Ministério
Público do Estado da Bahia- Promotoria de Combate a Discriminação
Racial, com o objetivo de, através da produção de estudos, pesquisas e
acompanhamento jurídico de casos, melhorar e ampliar os atendimentos às
vítimas de injúria racial e fortalecer o combate ao racismo no estado da
Bahia.
Casos de racismo
"Sou branca, tenho olhos azuis e tenho dinheiro. Não tenho medo da
justiça". Essa foi a resposta de T. S. B., cliente de uma instituição
privada de ensino superior, sobre a possibilidade de responder
judicialmente às ofensas raciais que dirigiu a funcionários que
realizavam a matrícula de seu filho. Uma das vítimas, que prefere não
ter o nome divulgado, chegou a procurar uma delegacia para registrar
queixa, mas não teve seu pedido plenamente atendido. G. M. A. foi então
ao Ministério Público da Bahia relatar o ocorrido. A partir do registro
da denúncia, o MP/BA acompanha o caso na justiça criminal e o Instituto
Pedra de Raio acompanha a ação civil de indenização por danos morais
contra a agressora.
Há cerca de uma semana, um grupo de jovens que voltava de um evento
promovido pela Central Única das Favelas no Centro Histórico de Salvador
foram acusados de assaltantes pelo taxista que os levava e, além de
serem agredidos fisicamente por policiais, tiveram que passar por uma
série de constrangimentos e acusações racistas. Em 12 de outubro deste
ano, Rita de Cássia, proprietária de uma floricultura em Brotas, foi
chamada de "preta descompreendida" por uma consumidora. Rosaneide Leão,
além da ofensa direta, completou a cena com a declaração: "preto tem que
trabalhar no domingo mesmo porque é escravo".
Se as relações de consumo ainda não figuram entre os temas mais
debatidos quando o assunto é racismo, o aumento de casos envolvendo
fornecedores e consumidores reafirmam a necessidade de se iniciar este
debate em Salvador. Através do convênio, publicado no Diário Oficial do
Poder Judiciário no dia 19 de agosto de 2008, outros casos já estão
sendo encaminhados e acompanhados reciprocamente pelo Ministério Público
e pelo IPR. (Lúcio Magano,
postado por Maria de São Pedro
França e Janeth Suzarth)
SERVIÇO| O quê: Seminário Racismo, Consumo e Violência
Quando: 8h00 às 18h00, 27 de novembro de 2008 Onde: Auditório do
Ministério Público da Bahia, Av. Joana Angélica, Nazaré, Salvador, Bahia
Mais informações: 71 3241-3851 / 71 3243-2375 |
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Povo
de Santo se prepara para 4ª Caminhada pela Vida e Liberdade
Religiosa |
| Terreiros de candomblé
vão às ruas de Salvador pedir o fim da intolerância religiosa |
(Salvador)
- No último
dia 19 de setembro, Salvador (Bahia) acordou com suas
árvores rodeadas por mais de três mil metros de pano
branco (ojás). Da Praça da Sé à Orla, a mensagem era a
de que o Povo de Santo começava a anunciar sua ida às
ruas mais uma vez pedindo respeito ao direito de
professar sua religião. E isso ocorrerá no dia 23 de
novembro (domingo), a partir das 9h, saindo do Busto de
Mãe Runhó (Engenho Velho da Federação) até o Dique dos
Orixás, como é chamado o Dique do Tororó, pelos
religiosos do Candomblé em Salvador. Este ano, a 4ª
Caminhada do Povo de Santo levará às ruas não só o
pedido de respeito, mas irá também conclamar os
praticantes das religiões de matriz africana a
denunciarem toda e qualquer discriminação da qual sejam
vítimas.
No Ministério Público Estadual (MPE), atualmente,
tramitam 15 casos de intolerância religiosa, a maioria
ligada a igrejas pentecostais e seus fiéis. “O que vemos
entre o nosso povo de Candomblé é que muitos casos não
chegam a ser denunciados, por acharem que não dará em
nada, que apenas trará problemas caso levados à frente”,
pontua Marcos Rezende, do Coletivo de Entidades Negras,
uma das entidades organizadoras da Caminhada.
Para religiosos e ativistas do Movimento Negro, muitos
casos não recebem uma classificação específica já nas
delegacias e acabam “morrendo” como denúncias de
injúria, calúnia ou difamação. “Queremos que a
discriminação religiosa seja enquadrada na lei Caó
(1776/89), que é uma lei federal, que determina pena de
um a três anos de prisão para qualquer discriminação
quanto a cor, raça, etnia e religião.
Nesta lei, estes
crimes são inafiançáveis e imprescritíveis”, explica o
advogado Sergio São Bernardo, do Instituto Pedra do Raio
(IPR), que presta assessoria jurídica a membros de
religiões de matriz africana e comunidades tradicionais.
No último mapeamento realizado pela Prefeitura de
Salvador, cerca de 8,6% dos Templos de Candomblé
mencionaram já ter tido conflitos com outros grupos
religiosos, sendo que |
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cLIPPING
Dieese revela que população negra é mais
discriminada no trabalho
Lizoel Costa, JB Online
BRASÍLIA - O país comemora nesta quinta-feira o Dia
Nacional da Consciência Negra, lembrando a data do
assassinato de Zumbi dos Palmares, líder da resistência
negra contra o escravismo. Mas a população
afro-descendente no DF continua sendo a mais
discriminada no mercado de trabalho, segundo pesquisa do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-Econômicos (Dieese), baseada na Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta terça-feira
pela Secretaria de Trabalho do DF.
A pesquisa apontou que no Distrito Federal, em 2007, os
negros representavam um pouco menos que dois terços da
população em idade ativa e da população economicamente
ativa, mas no cômputo geral eram os mais preteridos na
inserção ao mercado de trabalho, além de começarem a
trabalhar mais cedo e se aposentarem mais tarde.
Segundo o economista Tiago Oliveira, da equipe do
Dieese, responsável pela pesquisa, essa população no
Distrito Federal era composta em 2007 por 1.259 mil
pessoas, o que correspondia a uma participação relativa
de 63,7%. No mercado de trabalho, por sua vez, os negros
representavam 64,5% dos trabalhadores. Deste total, 81%
estavam ocupados, ao passo que 19% desempregados.
– Vale destacar que de cada 10 desempregados,
aproximadamente 7 eram negros, o que denota uma
sobre-representação deste estrato populacional no
contingente de trabalhadores desempregados - explica
Oliveira.
Para Robson Rodovalho, secretário do Trabalho do DF, os
índices mostram uma espécie de naturalização inaceitável
da divisão social do trabalho.
– A pesquisa mostra que os negros continuam sendo ampla
maioria na construção civil e nos serviços domésticos
que são setores marcados pela menor cobertura dos
mecanismos de proteção social, além dos baixos
rendimentos, jornadas extensas e, no caso da construção
civil, a alta rotatividade - analisa Rodovalho.
Desigualdade no setor público
Outro dado importante a considerar, apontado pela
pesquisa, é que 16,5% dos ocupados no DF pertenciam à
administração pública. Deste total, 54,1% eram negros e
45,9% não negros. Para Tiago Oliveira, os números
mostram, portanto, que os negros estão sub-representados
no emprego público.
– No setor privado, enquanto de cada 100 pessoas
economicamente ativa quase 70 são negras, no setor
público, para cada 100 ocupados só 54 pertencem a essa
população - lembra Oliveira. (Postado por
Juliana Nunes).
Capa da
New YOrker faz apologia a Obama

(Salvador) - A última
edição de uma das revistas mais importantes dos Estados
Unidos, a New Yorker, está circulando com uma capa que
louva a vitória de Obama. Negra como a noite e com o
Memorial Lincoln iluminado pelo "O" - de Obama -
como se fosse a lua. A imagem do Memorial refere ao
presidente norte-americano Abraham Lincoln que, em 1863,
durante a Guerra Civil (de Secessão), assinou a
Proclamação de Emancipação, que, supostamente, declarou
livres os acorrentados. "A lua, e a noite, parece
indicar, sem fanfarra, a paz e tranqüilidade", diz um
leitor da revista.
A New Yorker é uma revista semanal, fundada por
jornalistas do New York Times, que circula desde 1925
com foco cultural na vida novaiorquina. Considerada como
excelência em jornalismo, contém reportagens,
comentários, ensaios, ficção, roteiros, charges,
principalmente com crítica, sátira e muito humor. É uma
das publicações semanais (sérias) mais lidas nos Estados
Unidos e também com um grande público fora do país
norte-americano (a maior em circulação, comparada a
revistas similares, como The Economist and The Week), em
torno de 1 milhão de revistas circuladas nos últimos
cinco anos. É considerada uma revista de posição
política "democrata" e foi criticada por adversários por
ter dado apoio à campanha de Barack Obama para a
presidência da República. (ALAI.
Ana Alakija).
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46 lideranças destes Terreiros
apontaram a Igreja Universal, especificamente, como
principal causadora dos conflitos. Brigas com católicos
aparecem em dois casos. (Marcos Rezende/Postado por
Jamylle Menezes).
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Caminhada faz homenagem a Barack Obama
Entidades negras
consideram como marco a vitória de Obama para a presidência dos
Estados Unidos |
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(Salvador) - No
próximo 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência
Negra, acontece, a partir das 16h, a 8ª Caminhada da
Liberdade. O evento, organizado pelo Fórum de Entidades
Negras da Bahia, tem como objetivo levar a mensagem de
conscientização sobre a resistência negra às ruas de
Salvador. No ano que se comemora 313 anos da
Imortalidade de Zumbi dos Palmares, são esperadas cerca
de 80 mil pessoas durante a atividade.
A Caminhada, que já entrou para o calendário da cidade,
sairá às 16h do Curuzu e se encerrará no Pelourinho.
Durante todo o caminho músicas de protesto lembram a
realidade da população afro-brasileira e pedem o fim do
racismo. Estarão presentes na Caminhada os blocos Ilê
Aiyê, Male Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Okambi, Os
Negões entre outros.
Para Walmir França, o diretor do Bloco Os Negões, este
ano a Caminhada tem um caráter especial, pois a vitória
de Obama é um marco para população negra. "Se foi
possível um presidente negro nos Estados Unidos, nós
acreditamos que também é possível no Brasil, afinal
somos quase 50% da população desse país. Precisamos,
portanto, garantir as ações afirmativas para acelerar
esse processo," afirma.
Atividades - Durante todo o mês de novembro as
entidades que fazem parte do Fórum de Entidades Negras
da Bahia realizam diversas ações em pontos da cidade,
como Itapuã, Engenho Velho de Brotas, Vasco da Gama,
Pirajá, Pelourinho, Liberdade. A Caminhada da Liberdade
faz referência também aos 313 anos da Imortalidade de
Zumbi dos Palmares, herói nacional e líder do Quilombo
dos Palmares, o mais importante quilombo de resistência
à escravidão no Brasil.(IME.Postado por
Paulo Rogério)
O QUÊ: Caminhada da Liberdade (Dia Nacional da
Consciência Negra)
ONDE: Liberdade, Curuzu em direção ao Pelourinho. DATA:
20/11, quinta-feira.
HORÁRIO: a partir das 16h.
Fontes para Entrevistas:
Walmir França (presidente do Bloco Os Negões): 32665914
/ 9603-8521
Antônio Carlos Vovô (presidente do Bloco Ilê Aiyê)
9984-4969
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Tudo pronto para a 29ª Marcha Zumbi dos Palmares
(Salvador) - Em homenagem ao Dia
Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, acontece
em Salvador a 29ª Marcha Zumbi dos Palmares, com o tema
“120 anos sem abolição”. A data é celebrada em todo o
Brasil com diversos atos públicos e marchas para
combater a discriminação, o preconceito, o racismo e a
intolerância religiosa. A caminhada sairá do Campo
Grande, às 16h.
O Dia Nacional da Consciência Negra é
uma homenagem a Zumbi Palmares, que foi assassinado em
20 de novembro de 1695, por não se render aos diversos
ataques organizados contra Palmares, quilombo fundado no
ano de 1597, na região da Serra da Barriga, atual estado
de Alagoas. A data foi uma proposição do professor e
poeta gaúcho Oliveira Silveira. Zumbi dos foi o
principal líder do Quilombo de Palmares e símbolo da
resistência contra a escravidão.
A 29ª Marcha Zumbi dos Palmares é uma construção
coletiva de entidades ligadas Coordenação
Nacional de Entidades Negras (CONEN). A caminhada
contará com dois trios elétricos; um de cunho político e
outro cultural, com as seguintes atrações: Aspiral do
reggae, Pagoleiro, Santuário, RBF, Afro Jhow e Quilombo
Vivo. Os organizadores aguardam a presença maciça dos
moradores dos bairros soteropolitanos e das cidades do
interior do Estado. A expectativa é que a Marcha
congregue um público de cerca de 10 mil pessoas.
O tema “120 anos sem abolição” é uma
provocação para que se discuta a legitimidade do dia 13
de maio de 1888, no qual a princesa Isabel promulgou a
Lei Áurea. Para o movimento negro de Salvador, a
escravidão continua de forma disfarçada, pois a maioria
dos negros do país ainda não se libertou de fato,
socialmente e economicamente. Além do tema, anualmente a
marcha homenageia personalidades afro-descendentes. Esse
ano os homenageados serão: Ana Célia, Raimundo Tição,
Gregório Bonfim, Solano Trindade, Juliano Moreira e
Dinha do Acarajé. (Jussara
Santana. Postado por
Selma Barreto).
SERVIÇO 1 O que é: 29ª Marcha Zumbi
dos Palmares Quando: Quinta-feira, 20/11/08
Horário: 16 horas (saída)
Onde: Campo Grande (concentração/largada)
Trajeto: Seguindo pela Avenida Sete até a Praça
Municipal
OBS: A Marcha culminará com um grande Ato Político e
Cultural
REALIZAÇÂO CONEN Coordenação Nacional de Entidades
Negras. (071)3241-62-10 (071)8776-43-88 |
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Jornalistas cubanos dão entrevista à imprensa
brasileira |
(Belo Horizonte) - Em visita ao Brasil, a
convite da Federação Nacional dos Jornalistas e do
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito
Federal, os jornalistas e professores cubanos, Ariel
Terrero e Maribel Damas, estarão à disposição da mídia
mineira, quinta-feira, dia 20 de novembro sala de
imprensa da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
Ariel Terrero é Chefe de Informação Nacional da equipe
de jornalismo de investigação da Revista Bohemia,
fundada em maio de 1908, e que completa este ano seu
primeiro século de existência, quando foi lançada uma
edição especial documentando a história da América
Latina e Caribe, com registro jornalístico de reflexões
compreendendo o período de 1910 até 1959 e os trabalhos
correspondentes aos anos posteriores à revolução cubana
integram um segundo exemplar. http://www.bohemia.cubasi.cu/index.html
Maribel Damas é Repórter do Sistema
Informativo da Televisão Cubana e produtora de notícias
para os telediários e programas informativos da TVC.
Entre os seus trabalhos de cobertura jornalística para
TV constam os recentes furacões Gustav e IKE para a Cuba
y Cubavisión Internacional (2008). Outras coberturas
importantes constam do seu currículum como a posse de
Evo Moraes, na Bolívia (2006), posse de Tabaré Vázquez,
Uruguay. (2005)
Os dois jornalistas, que também são
membros da presidência da Unión de Periodistas de Cuba (UPEC),
chegaram ao Brasil na semana passada e cumprem extensa
agenda de atividades programadas pelos jornalistas do
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e São
Paulo. A iniciativa é uma atividade da Campanha Nacional
Com todos pelo Bem de Cuba, momento em que o povo cubano
está prestes a ver o fim do bloqueio econômico imposto
ao país por quase 50 anos, e que pela 17ª vez teve o
apoio da maioria dos países membros da Assembléia Geral
da ONU. (Associação Cultural José Martí -MG. Postado
por Miriam Gontijo). |
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Rádio África leva seu som para o Pelourinho
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(Salvador) - Na semana da Consciência
Negra a rádio Educadora FM dá continuidade ao projeto
"Educadora FM no Pelô – Se é Bom a Gente Toca" com o
programa Rádio África. O evento acontece na próxima
sexta-feira (21/11) a partir das 19h, na praça Tereza
Batista, no Pelourinho, com a discotecagem dos dj's do
programa que será transmitido ao vivo, direto da praça.
André Stangl, Lucio Magano, Álvaro
Panafricano, Robertinho Barreto e Sankofa farão o som da
festa que também contará com intervenções dos vj's do
Coletivo MOTE. Os video jockeys prometem uma seleção de
imagens que remetem à cultura, tradição e o cotidiano da
África. "Vamos levar através das músicas e das imagens
um olhar diferente da África que vive de maneira
criativa a tradição e a modernidade", diz DJ Robertinho
Barreto, que é também produtor do programa. Comidas
típicas e estandes com representantes da Casa da Nigéria
também serão atração do evento.
O Rádio África aproveita a festa para
comemorar seu primeiro aniversário. Exatamente em
novembro de 2007 o programa foi ao ar pela primeira vez.
Apesar da pouca idade, não lhe faltam motivos para
orgulhar-se de sua carreira que tem como missão trazer
para os seus ouvintes o que há de melhor na música da
Mãe África. "Somos o único programa no Brasil que toca
exclusivamente música africana mostrando todas as suas
intercessões com a música do mundo", arremata Barreto. O
programa é responsável por fazer ouvir-se numa FM
artistas como Salif Keita, Bonga, Mirian Makeda e Fela
Kuti, criador do tão disseminado Afrobeat no Brasil.
O projeto "Educadora FM no Pelô – Se é
Bom a Gente Toca" é uma parceria entre a rádio Educadora
FM 107.5 e o Pelourinho Cultural. Em dezembro é a vez do
"Encontro com Chorinho" levar toda a sua harmonia sonora
para a Tereza Batista. Todos os programas da rádio podem
ser conferidos pelo site
www.educadora.ba.gov.br.
Maratona Dia do Músico na Educadora FM 107.5 .
Educadora FM comemora dia do músico e um ano de Faixa
Negra na Praça Tereza Batista
(Salvador) - Para comemorar o dia do
músico (sábado, 22/11) e marcar o aniversário de um ano
da "Faixa Negra", a Rádio Educadora FM 107.5 programou
uma transmissão radiofônica especial. A partir das 16
horas, os programas da "Faixa Negra" (No Balanço do
Reggae, Evolução Hip Hop, Tambores da Liberdade e Rádio
África) serão apresentados ao vivo e os estúdios da
rádio serão substituídos pelo palco da Praça Tereza
Batista até ás 20 horas, no Pelourinho, dentro da
programação da Feira Hype.
O programa No Balanço do Reggae sobe
ao palco, a partir das 16 horas, com toda a vibe do
Ministéreo Público. Às 17 horas é a vez do Evolução Hip
Hop tomar conta do ambiente com a rapaziada do Fúria
Consciente, Império Negro, Nova Saga e Profetas do
Gueto. Na seqüência, às 18 horas, o Tambores da
Liberdade traz a Banda Ayiê com a participação de
convidados de diversos blocos afro e, para fechar a
programação, às 19 horas, os Dj's colaboradores do Rádio
África tocam toda a diversidade e o balanço da música
africana. Logo na seqüência, a rádio pública da Bahia
irá transmitir os shows das bandas Vanguart (MT),
Cascadura (BA) e Móveis Coloniais de Acaju (DF)
diretamente da Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho. Esta
segunda parte da programação é integrante do Mês da
Música, promovido pela Fundação Cultural.
Há exatamente um ano os amantes do Hip
Hop, reggae e da música africana têm nas tardes de
sábado quatro horas com informações e, principalmente,
um encontro com o que há de melhor na música destes
estilos e dos blocos afros. Dedicada aos ritmos de
matriz africana e com o objetivo de celebrar a nossa
descendência, a Faixa Negra da Educadora FM conseguiu
atrair uma audiência importante para a emissora.
"Conseguimos trazer para este horário um público que
estava distante da rádio", avalia o coordenador da
Educadora FM, Mário Sartorello. "Este é um público
participativo e interativo", conclui Sartorello.
FEIRA HYPE – Esta é a quinta Edição
Itinerante da Feira Hype que já se tornou uma das mais
badaladas da cidade. A partir da 15 horas, os
expositores irão oferecer artigos diversos, com a
tradicional atmosfera da Feira Hype que traz um mix de
produtos de moda, artesanato, acessórios, livros, discos
e o que vier!
Preservando a filosofia da Feira Hype,
a entrada será gratuita, mas em favor do hábito da
leitura, a organização do evento retoma a campanha de
doação de um livro pelo público para distribuí-los em
bibliotecas comunitárias, como já havia feito com
sucesso no Boombahia, no show da banda americana
Mudhoney. Quem não puder curtir presencialmente a
transmissão dos programas direto da Tereza Batista
poderá conferir a festa dos programas sintonizando o
dial 107.5 ou pelo site
www.educadora.ba.gov.br. (Ascom-IRDEB.
Postado por CMA
HIP-HOP). |
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Fundação Cultural Palmares realiza oficinas de
quilombolas
(Brasília)
- O Dia da
Consciência Negra será celebrado com oficinas e
seminários para os que visitarem o município de União
dos Palmares, Alagoas, onde se localizava o Quilombo dos
Palmares. A programação se estende do dia 15 de novembro
ao dia 03 de dezembro, com atividades variadas, como
oficinas, rodas de capoeira, teatro, hip hop, entre
outras e dois seminários sobre o espaço da Serra da
Barriga.
O dia 20 de novembro terá uma programação especial, que
começará às 4h30 da manhã, com uma oferenda aos Eguns,
ancestrais palmarinos, e terminará com o show deMargareth Menezes. No dia 25 de novembro, terá início o
primeiro seminário, chamado Serra da Barriga: espaço de
memória da população afro-descendente. O segundo
seminário vem em seguida, nos dias 02 e 03 de dezembro,
com o tema Serra da Barriga: Desenvolvimento e Progresso
para União dos Palmares.
Cerca de 20 comunidades quilombolas, dos estados de
Alagoas, Pernambuco e Mato Grosso, vão expor seus
trabalhos artesanais em tendas no Parque Memorial
Quilombo dos Palmares, inaugurado em novembro de 2007.
Duas comunidades quilombolas do município de Santana do
Mundaú, em Alagoas, oferecerão aos visitantes oficinas
de Farinhada e de Palha, nos dias 19 e 20. Na oficina de
Farinhada, os quilombolas explicam todo o processo de
fabricação da farinha. Na de Palha, os visitantes vão
aprender como fazer esteiras e abanadores de palha.
Estarão presentes na Serra da Barriga, o presidente da
Fundação Cultural Palmares (FCP), Zulu Araújo e o
diretor de Proteção do Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP,
Maurício Reis. Várias bandas e artistas se apresentarão
durante as comemorações, como Sandra de Sá, Adão Negro,
Orquestra de Berimbau e Banda Raízes de Zumbi, entre
outros. As atividades acontecerão no Parque Memorial
Quilombo dos Palmares, que fica na Serra da Barriga, e
na cidade de União dos Palmares. (FCP/MinC. Marília Matias de
Oliveira. postado por
Luciana Mota) |
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Programa de
Intercâmbio
Jornalistas africanos e afro-brasileiros visitam Salvador no mês
da Consciência Negra
Programa promove
intercâmbio de informações entre profissionais multimídia do
Brasil e exterior
(Salvador) - Jornalistas de países
africanos e de outros estados brasileiros visitam
Salvador em novembro (a partir do dia 6) para cobrir as
atividades comemorativas do mês da Consciência Negra a
convite da Agência Afro-Latina e Euro-Americana de
Informação (Alai). Como participantes do Programa de Intercâmbio de Informação da ONG, realizado em parceria
com a ONG senegalesa Alliance Panafricaniste eles vão
produzir matérias para seus veículos de comunicação
sobre o marco da luta dos movimentos sociais por
igualdade racial.Eles vão cobrir eventos, entrevistar líderes de organizações negras, visitarão instituições
governamentais, casas de cultura africanas sediadas
em Salvador – a exemplo da Casa do Benin, da Angola
e da Nigéria - templos religiosos afro-brasileiros,
blocos afros e outros pontos de interesse
histórico-cultural. Eles ainda participam da marcha
social no dia 20 de novembro, Dia da Consciência
Negra.
DANDO VISIBILIDADE AO
INVISÍVEL
A Agência
Afro-Latina e Euro-Americana de Informação é uma
Organização Não-governamental, criada em Salvador
por jornalistas e outros profissionais de
comunicação ativistas e militantes desde os anos 70,
com o objetivo de promover o diálogo entre o povo
afro-brasileiro e africanos na África e em suas
diásporas. O projeto de intercâmbio, concebido como
uma forma de cooperar e compartilhar solidariedade
através de ações informativas, realizou a sua
primeira edição em fevereiro deste ano, quando
trouxe a Salvador jornalistas do Senegal, França,
Estados Unidos e Nigéria, tendo o Carnaval como
foco.
“O
objetivo é evidenciar questões políticas, econômicas
e sociais invisíveis em países que abrigam segmentos
populacionais descendentes da África e culturas de
matriz africana”, informa a coordenadora geral da
entidade, a jornalista Ana Alakija. “Dando
visibilidade a essas questões, espera-se contribuir
para a solução de conflitos, já que a maioria tem
pontos comuns nessas sociedades – como o racismo, a
intolerância, a exclusão e o choque etnico-cultural”.
O programa também deve acontecer no sentido inverso,
levando jornalistas brasileiros para conhecer as
realidades de países africanos e outras diásporas.
“Afro-descendentes terão prioridade”, diz a
jornalista “uma prerrogativa do programa que visa
criar oportunidade para profissionais de comunicação
através do viés justamente pelo qual eles têm sido
discriminados no mercado de trabalho”.
(ALAI. Postado por
Diana Condá /
EvaniceSantos) |
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